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Partiremos ao Amanhecer | Histórias da comunidade italiana no Brasil

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partiremos ao amanhecer

Ao pesquisar sobre seus antepassados, o paulista Luiz Gustavo Parise descortinou um universo pouco explorado. Para além dos já batidos relatos de imigrantes italianos que embarcaram em um navio rumo ao Novo Mundo, em Partiremos ao Amanhecer o autor reconstitui em detalhes o cotidiano tanto da Itália quanto do Brasil desde o período pré-imigração até após a chegada dos italianos ao país.

O resultado é uma obra de 400 páginas que narram sobre a vida doméstica, o trabalho, a religiosidade, os costumes e a sociedade. São cenas como a do embarque dos italianos no porto de Gênova ou o momento em que Steffano Parise ampara Maria Agujaro durante o nascimento do primeiro filho do casal, com todas as dificuldades e superstições que envolviam um parto em 1798, ao mesmo tempo em que tropas napoleônicas invadiam a vila onde moravam.

Aquele domingo começava na mesmice de todos os outros com os colonos
acordando cedo para irem à santa missa na igreja matriz.
Com a única diferença de que para Sante Parise e sua família seria a primeira vez que a visitariam.
Mas era só isso. Não havia nada no ar que prenunciasse a importância que
aquela data teria na História do Brasil. Ninguém sabia que às três da tarde daquele dia de descanso,
na capital do império, a Lei Áurea seria assinada
. (Partiremos ao Amanhecer, p. 259)

partiremos ao amanhecer

Mais detalhes sobre Partiremos ao Amanhecer

Parise pesquisou em mais de dois mil documentos na Itália – onde esteve por cinco vezes -, leu mais de 30 livros, fez dezenas de entrevistas e visitou lugares por onde seus antepassados estiveram. Assim, foi possível escrever uma história verídica na forma de um romance histórico, com diálogos, descrições, sentimentos, personalidades, vestimentas, cenários e objetos reconstituídos pelo autor. 

Além da família Parise, a obra cita dezenas de outros sobrenomes de origem italiana que hoje estão presentes em todo o Brasil. Dessa forma, ao contar a história da sua família, Luiz Gustavo Parise resgata também a trajetória de milhões de outros brasileiros que hoje formam uma das maiores comunidades de ascendência italiana do mundo. O prefácio do livro é do produtor cinematográfico Rubens Gennaro, reconhecido pela produção focada na imigração italiana como nos filmes Anita e Garibaldi, Cafundó e Oriundi.

Ficha técnica

Livro: Partiremos ao Amanhecer  
Autor: Luiz Gustavo Parise 
Páginas: 400  
Preço: R$ 69,00 
Onde encontrar: Amazon

Sobre o autor

Luiz Gustavo Parise nasceu em Conchas, interior de São Paulo. É piloto de avião há 24 anos, conduzindo a aeronave Airbus em linhas aéreas. Tem graduação em Psicologia e em Gestão de Empresa Aérea. Morou em San Diego, nos Estados Unidos e já visitou mais de 30 países. Sua paixão por histórias e outras culturas vem desde a infância.

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Redes sociais do autor: Instagram | Facebook 

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República Popular de Terranova | HQ e livros

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republica popular terranova topo

Em um futuro tecnocrático e sufocante, a República Popular de Terranova é apresentada como um modelo de eficiência e inovação. Com vias aéreas, nanorrobôs e portais interdimensionais, a sociedade criada por Felipe Kato no livro em questão, parece ter alcançado o ápice do progresso.

Mas por trás da fachada brilhante, esconde-se um sistema brutal de controle, manipulação e cobrança absurda de tributos, onde até a atmosfera precisa de uma redoma para não matar seus cidadãos — e a verdade é cuidadosamente censurada.

Sinopse de República Popular de Terranova

O protagonista Thomas K., jornalista de um dos últimos veículos independentes do ano 3084, vê sua vida virar do avesso ao receber uma cobrança bilionária sem qualquer explicação. Ao tentar resolver o absurdo, descobre um sistema podre por dentro — e acaba sendo preso em um centro de reeducação para dissidentes.

Paralelamente, sua filha Susana se envolve com um grupo revolucionário clandestino, mas é capturada e transformada em uma ciborgue a serviço do governo, tornando-se uma arma da repressão que ela própria tentava combater.

República Popular de Terranova
República Popular de Terranova

Quem é Felipe Kato, autor de República Popular de Terranova

Entre reviravoltas, perseguições e diálogos perturbadores, a obra escancara uma realidade distorcida que não está tão distante da nossa. Com humor ácido, crítica social e um cenário cyberpunk eletrizante, o autor costura uma distopia inquietante — e dolorosamente familiar.

Advogado tributarista na vida real, Felipe Kato se inspira em elementos da cultura geek para criar uma ficção que provoca e diverte. “Uso os impostos como símbolo de controle total, inclusive sobre como as pessoas pensam e vivem”, explica. Em República Popular de Terranova, lançado pela Clube de Autores, o exagero serve para escancarar o real: um governo que cobra tudo, até a liberdade. E uma população que, pouco a pouco, se acostuma com a servidão.

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Estrada Fantasma – Volume 1 | HQs & livros

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Topo Estrada Fantasma vol 1

O selo Alta Geek, do Grupo Editorial Alta Books, acaba de lançar no Brasil a HQ Estrada Fantasma – Volume 1, obra que inaugura uma nova série de quadrinhos sobrenaturais com alta carga dramática e visual brutal. Escrita por Jeff Lemire, premiado quadrinista com passagens marcantes pela Marvel e DC, a HQ conta com as artes atmosféricas de Gabriel H. Walta e as cores da renomada Jordie Bellaire, conhecida por trabalhos em Deadpool, Gavião Arqueiro e Cavaleiro da Lua.

Este é o início de uma saga que promete conquistar fãs de horror adulto, suspense e fantasia com texto afiado, atmosfera cinematográfica e um universo original em construção. Para leitores que curtem obras ousadas, densas e recheadas de tensão, esta é uma leitura obrigatória — tão perturbadora quanto impossível de largar.

Estrada Fantasma - Volume 1
Estrada Fantasma – Volume 1

Sinopse de Estrada Fantasma – Volume 1

A trama acompanha Dom, um caminhoneiro solitário assombrado por um passado traumático, que cruza caminhos com Birdie, vítima de um acidente na estrada. Quando eles descobrem um artefato misterioso entre os destroços, a realidade começa a se fragmentar, mergulhando os dois em uma dimensão surreal — repleta de monstros deformados, ameaças sobrenaturais e distorções alucinantes de espaço e tempo.

Com uma pegada de grindhouse horror sujo e visceral, a história ainda apresenta Theresa Weaver, uma agente do FBI marcada por traumas inexplicáveis, que investiga cadáveres com características não humanas. Sua presença amplia o mistério e conecta os eventos a uma mitologia sombria em expansão, tornando a HQ uma experiência tão narrativa quanto visualmente intensa.

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HQ/Livros

Como publicar um quadrinho de forma independente no Brasil?

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tecnomaquia capa 1

Você já se perguntou como publicar um quadrinho de forma independente no Brasil? Isso já é um desafio por si só, agora imagine escrever o roteiro, dirigir a equipe criativa, conseguir financiamento público e ainda garantir a distribuição gratuita para escolas públicas. Foi exatamente isso que o escritor e professor Gabriel Godinho Sampaio conseguiu realizar com Tecnomaquia: Robôs vs Androides, uma obra híbrida entre prosa e HQ que mistura ficção científica, crítica social e muita arte gráfica.

O projeto foi contemplado pelo Edital 05/2024 da Prefeitura de São Vicente, via Política Nacional Aldir Blanc, e será entregue gratuitamente às escolas municipais, ampliando o acesso à produção cultural nacional entre os jovens.

Como publicar um quadrinho de forma independente no Brasil?
Como publicar um quadrinho de forma independente no Brasil?

Como publicar um quadrinho de forma independente no Brasil?

Com 128 páginas ilustradas, o projeto envolveu uma equipe talentosa com nomes como Aline Martins (character design e desenhos), Salviano Borges (capas e colorização) e Ryan Nascimento (ilustrações de um capítulo). Gabriel atuou como roteirista e diretor criativo, conectando narrativa e visual. Ele conta que o maior desafio foi justamente aprender a ser um líder criativo que oferece liberdade: “Às vezes, o resultado final é diferente do que imaginamos, e isso é ótimo. A criação coletiva exige generosidade”.

Sobre sua estreia no universo dos editais públicos, Gabriel não esconde o choque inicial: “Eu não dominava a linguagem técnica dos editais. Foi um caos no começo. Mas ser aprovado de primeira me mostrou como esses mecanismos são poderosos e transformadores para quem está fora dos grandes centros”. Segundo ele, o financiamento público é democratiza o acesso à cultura e permite que novos autores construam seus próprios ecossistemas criativos, com liberdade, ética e profissionalismo.

Para além do livro, Tecnomaquia virou também um modelo de como a publicação independente pode ser uma alternativa real no mercado editorial. “A auto-publicação responsável é viável”, afirma Gabriel. “Não precisamos esperar pelas grandes editoras. Com informação, tempo e apoio, conseguimos fazer acontecer”.

E aí, o que achou da pauta sobre: “Como publicar um quadrinho de forma independente no Brasil?”

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