A.I. – Inteligência Artificial, o sonho de Kubrick nas telonas

A.I. - Inteligência Artificial

Hollywood tem tanta confiança em Steven Spielberg que dá sinal verde para a maioria quase absoluta dos seus projetos. A.I. – Inteligência Artificial, ficção científica regada a muito drama, teve um orçamento robusto, apesar de não ser um blockbuster de fácil apreciação. Tal projeto era o sonho antigo do conhecido diretor Stanley Kubrick, que faleceu após as filmagens de De Olhos Bem Fechados em 1999, e não pode acompanhar  a finalização do projeto.

A grande revelação Haley Joel Osment (O 6º Sentido), drena para si toda força dos diálogos, deixando os coadjuvantes como simples fantoches de sua gigantesca capacidade interpretativa e Jude Law (Um Beijo Roubado) traz um tom levemente cômico como um robô que é uma espécie de garoto de programa.

No terço final, o diretor se alonga demasiadamente e isso quase põe tudo a perder. Há um punhado de referências discutíveis que, na realidade, presta uma homenagem ao amigo falecido.

Portanto, há erros ou exageros em certos momentos específicos. Ainda assim, o ponto principal, que é discutir até onde as máquinas poderão nos substituir fica intacto.

A fotografia muito clara, lembrando bastante a usada em Minority Report – A Nova Lei, é bem utilizada. E John Williams compõe uma trilha sonora magistral, como de costume. Enfim, temos aqui uma ficção adulta e que rende muitas discussões e teorias.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: —

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Primeiro vingador do Cinema e Séries (antigo Cinema e Pipoca) e do Pipocast, sou formado em Jornalismo e também em Locução. Aprendi a ser ‘nerdzinho’ bem moleque, quando não perdia um episódio de Cavaleiros do Zodíaco na TV Manchete ou os clássicos oitentistas na Sessão da Tarde. Além disso, moldei meu caráter não só com os ensinamentos dos pais, mas também com os astros e estrelas da Sétima Arte que me fizeram sonhar, imaginar e crescer. Também sou Redator Freelancer.

2 comments

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ederdbz

Bom, axei q o “descongelamento” só melhorou o desfecho, pois o drama fica ainda mais intenso e dinâmico. Vlw pelo comentário

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Rodrigo de Oliveira

Concordo com muitas coisas. Haley Joel Osment está perfeito, Jude Law é ótimo e Spielberg é um excelente diretor de atores mirins. O que estraga AI é o final. Até certo momento o filme é ótimo. Mas depois do “descongelamento” (deixemos assim para não estragar surpresas), AI só desce. Uma pena. Parabéns pelo Blog.

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