Críticas

DESBRAVADORES

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Pelo que percebo, todo filme em que Moon Bloodgood aparece é um fiasco parcial ou total. Pois vejam: ‘Street Fighter – A Lenda de Chun Li’ é um lixo, ‘O Exterminador do Futuro – A Salvação’ não convence e este ‘Desbravadores’ vai para o mesmo caminho, contendo uma história pobre, quase sem diálogos e com uma correria tão bizarra e irrelevante que dá vontade de pedir seu dinheiro de volta.

A história se passa muito tempo antes de Colombo chegar a América e Karl Urban (‘Star Trek’) é Ghost, um jovem guerreiro viking que é encontrado por uma mulher nativa. Bonitão, fortão e bonzinho com seus novos parentes, chama atenção de Starfire, uma moça de outra tribo que já é cobiçada por outro marombado – saber que os dois serão rivais não é surpresa para ninguém.

Marcus Nispel, que dirigiu o remake de ‘O Massacre da Serra Elétrica’, até tem boas intenções e expõe uma fotografia simpática, mas o exagero gráfico nas sequências de luta dão mostras de que ‘Desbravadores’ jamais deveria ter saído do papel. Em certa altura, Ghost pega um escudo e usa-o como prancha para descer a montanha (!?).

Não há noção de continuidade, pois uma hora eles estão na nevasca, outra hora já estão em locais completamente tropicais, a edição se atropela e o personagem principal parece ter o poder de regeneração do Wolverine, tamanha rapidez na recuperação. O filme pode ser considerado um ‘Apocalypto’ genérico’, mas Nispel não é, nem de longe Mel Gibson, e sua correria desenfreada é cansativa e patética. Esqueça isso e não perca seu precioso tempo. Vá ler um livro!

Título Original: Pathfinder
Ano Lançamento: 2007 (Canadá/Estados Unidos)
Dir.: Marcus Nispel
Elenco: Karl Urban, Moon Bloodgood, Russell Means, Clancy Brown, Jay Tavare, Nathaniel Arcand

ORÇAMENTO: 45 Milhões de Dólares

Eder Pessoa

Primeiro vingador do Cinema e Séries (antigo Cinema e Pipoca) e do Pipocast, sou formado em Jornalismo e também em Locução. Aprendi a ser ‘nerdzinho’ bem moleque, quando não perdia um episódio de Cavaleiros do Zodíaco na TV Manchete ou os clássicos oitentistas na Sessão da Tarde. Além disso, moldei meu caráter não só com os ensinamentos dos pais, mas também com os astros e estrelas da Sétima Arte que me fizeram sonhar, imaginar e crescer. Também sou Redator Freelancer.

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