Mulher Maravilha é a salvação da DC?
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Mulher Maravilha é a salvação da DC?

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Mulher Maravilha é a salvação da DC? É com esta pergunta ingrata que começo meu texto sobre a heroína. Mas antes de respondermos a questão, deixo claro que a produtora acertou em cheio no momento de lançamento do longa, pois a luta das mulheres por igualdade, reconhecimento e maior liberdade nunca esteve tão em voga e é extremamente importante ser discutida.

Uma breve história da Mulher Maravilha

Nas HQs, foi criada pelo psicólogo William Moulton Marston. Viu a luz do dia na edição de número 8 da All Star Comics de 1941 e ganhou sua revista própria em 1942, devido o enorme sucesso. Pulamos então para 2017 e Gal Gadot (atriz perfeita para o papel) trás referências interessantes e dá uma inocência perspicaz e nunca idiotizante a protagonista.

A amazona tinha tudo para se transformar num divisor de águas para a DC, principalmente porque é a maior representante feminina dos quadrinhos – a Marvel não tem outra que chegue aos pés dela.

Há um excelente primeiro ato e apresenta Themyscira e todas as moradoras da ilha (figurino, enquadramentos e diálogos são inseridos de maneira perfeita). A primeira batalha, contra os soldados alemães, é de encher os olhos e até as câmeras lentas funcionam (resquícios da força de Zack Snyder para a construção de todo universo dos heróis).

Mulher Maravilha é a salvação da DC
Pôster do filme

A química entre Gadot e Chris Pine é outro achado. Mas nesta virada entre os atos, a coisa toda dá leves derrapadas. Começando pela repetição incessante das tais câmeras lenta, passando por efeitos especiais pessimamente finalizados se pensarmos que a diretora Patty Jenkins tinha 150 milhões de dólares em mãos (Deadpool fez muito melhor com 30 milhões) e terminando no terceiro ato, com os piores ‘chefões de fase’ desde Esquadrão Suicida. Explico:

  • 1º: a Doctor Poison é uma coadjuvante que poderia sumir do roteiro;
  • 2º: qual a motivação de General Erich Ludendorff?;
  • 3º: alguém ficou surpreso com a virada final de Ares?

Um ótimo debate feminista!

E o teor feminista (inacreditavelmente, escutei de alguns homens que não irão assistir ao filme por conta disso), como foi inserido na trama? Devo dizer que agrega bem, chega em momentos importantes e jamais transformam o projeto em algo maçante. Há ainda pontos extremamente simbólicos como a própria ilha de Themyscira, afastada do mundo, além de vermos uma mulher saindo das trincheiras para lutar uma guerra criada pelos homens ou mesmo quando Diana comenta que “precisamos de homens para procriar, mas não para ter prazer”.

Chegamos então na pergunta crucial.Mulher Maravilha é a salvação da DC no cinema? No atual momento sim, pois seu grau de importância e carinho com o público é maior que qualquer Batman, Superman, Flash, Aquaman ou Cyborg. Mas ao contrário do que disseram, está longe de ser o melhor filme de super heróis de todos os tempos. Neste quesito ainda falta muito. Enfim, vamos com calma.

Sinopse de Mulher Maravilha:

Diana é a princesa das Amazonas. Cresceu na ilha de Themyscira e sonhou em lutar numa guerra. Sua vida muda quando um piloto americano cai no território e avisa sobre um grande conflito que poderá devastar todo o mundo. A guerreira decide deixar a ilha e lutar em um ambiente totalmente desconhecido para ela.

Título Original:Wonder Woman
Ano Lançamento:2017 (Estados Unidos)
Dir: Patty Jenkins
Elenco:Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen, Elena Anaya

ORÇAMENTO: —
NOTA: 6,5

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