Críticas

O MENINO DA PORTEIRA

www.adorocinema.com.brO “cinema de interior”, que teve seu ápice nas comédias de Mazzaropi e companhia, parecia fadado ao esquecimento ou àqueles cinéfilos nostálgicos, já que a maioria das produções atuais ou são ligadas ao tráfico de drogas e violência no Rio de Janeiro ou nas comédias ligeiras da classe “A” do nosso país.

Como bom nostálgico que é, o diretor Jeremias Moreira resolveu regravar sua obra mais conhecida, intitulada ‘O Menino da Porteira’, substituindo Sérgio Reis por Daniel (que deve ter no máximo sete diálogos no filme todo). A produção é de um retrocesso ímpar, tendo erros grosseiros de continuação e 99% de coadjuvantes péssimos – a exceção fica por conta da lindíssima Vanessa Giácomo e do experiente José de Abreu.

Como na música de Teddy Vieira, o peão Diogo e seus amigos vão despachar o gado de um poderoso fazendeiro. Lá, ele faz amizade com o garotinho Rodrigo, que sempre lhe pede para tocar o berrante. Vendo a injustiça dos poderosos na cidade, o herói e a população local, lutarão para reestruturar a dignidade naquelas terras.

Aos apaixonados pela música caipira pode ser prato cheio. Mas a falta de naturalidade frente às câmeras supera os pouquíssimos acertos em ‘O Menino da Porteira’, como a fotografia otimamente enquadrada, por exemplo. Este blockbuster nacional é pouco empolgante e esperamos que, daqui há dez anos, não tenhamos outra besteira dessas encabeçada pelo filho de Leonardo.

NOTA: 3,0
ORÇAMENTO: —

Eder Pessoa

Primeiro vingador do Cinema e Séries (antigo Cinema e Pipoca) e do Pipocast, sou formado em Jornalismo e também em Locução. Aprendi a ser ‘nerdzinho’ bem moleque, quando não perdia um episódio de Cavaleiros do Zodíaco na TV Manchete ou os clássicos oitentistas na Sessão da Tarde. Além disso, moldei meu caráter não só com os ensinamentos dos pais, mas também com os astros e estrelas da Sétima Arte que me fizeram sonhar, imaginar e crescer. Também sou Redator Freelancer.

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