ENTREVISTA E TOP CP – 7 FILMES RECENTES TIRADOS DE LIVROS INFANTIS
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ENTREVISTA E TOP CP – 7 FILMES RECENTES TIRADOS DE LIVROS INFANTIS

Hoje, dia 02 de abril, comemoramos o Dia Mundial do Livro Infantil. O gosto pela leitora começa desde cedo e vale a pena os pais incentivarem sempre seus filhos e lerem juntos as mais variadas obras. Além da lista de filmes, que dá nome à postagem, segue uma entrevista com Christian David, autor de livros juvenis como ‘A Menina que Sonhava com os Pés’

– ONDE VIVEM OS MONSTROS (2009)


Baseado no livro de Maurice Sendak, ‘Onde Vivem os Monstros’ é um filme que deve ser redescoberto o quanto antes. Há muito simbolismo para pontuar o rito de passagem da criança para a adolescência, sem contar a forma delicada com que o roteiro nos mostra a solidão e ao mesmo tempo, os subterfúgios criados pela mente da criança. Pequeno grande filme.

COMO TREINAR SEU DRAGÃO (2010)


‘Como Treinar seu Dragão’ é uma série de 11 livro escritos por Cressida Cowell. A primeira parte da aventura foi levada ao cinema por Dean DeBlois e Chris Sanders. Um dos poucos filmes da Dreamworks que chegou perto da genialidade da Pixar, é exemplo de como criar um roteiro que agrada crianças e adultos. O final, em particular, é espetacular. Que venha a sequência.

O DIÁRIO DE UM BANANA (2010)


Até o momento oito livros foram lançados nas livrarias e três filmes divertidíssimos. O elenco entendeu bem o espírito familiar – os desconhecidos protagonistas Zachary Gordon e Robert Capron são um achado -, com pequenas doses de sarcasmo e tiradinhas. Se fosse nos anos 90, seria repetido a exaustão na Sessão da Tarde.

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (2010)


Este livro é muito conhecido e já teve algumas adaptações para a telona, mas falaremos aqui, especificamente da mais nova, dirigida por Tim Burton. Tentaram criar uma espécie de sequência para a história original, mas é tudo tão vazio e descaradamente comercial, que quase sai da sala antes do término da sessão.

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (2011)


Com 533 páginas de muitas aventuras, o livro de Brian Selznick, era uma obra de difícil adaptação e nas mãos de qualquer outro diretor, poderia não ter a profundidade necessária. Para sorte dos cinéfilos, Martin Scorsese dirigiu o projeto e inseriu, além de uma fotografia incrível e efeitos especiais de primeira qualidade, toda sua paixão e devoção ao cinema, numa homenagem sem igual ao mestre Georges Méliès e aos irmãos Lumiere.

– MEU PÉ DE LARANJA LIMA (2012)


Segunda adaptação do romance de José Mauro de Vasconcelos, ‘Meu Pé de Laranja Lima’ foi dirigido por Marcos Bernstein e foi pouquíssimo visto nos cinemas nacionais. Tem José Guilherme Ávila, Caco Ciocler e José de Abreu no elenco e eles não prejudicam, o problema é o roteiro, que vai bem até determinado ponto, mas torna-se raso a medida que vai passando.

O HOBBIT – UMA JORNADA INESPERADA (2012)


Precisa dizer que este é um filme baseado no livro de J.R.R. Tolkien? Após o final da trilogia ‘O Senhor dos Anéis’, os fãs esperaram ansiosos para retornarem àquele mundo. Ótimos efeitos especiais e a apresentação triunfal de Gollum, numa das melhores cenas daquele ano. Pena que ‘A Desolação de Smaug’ foi tão fraquinho.

ENTREVISTA COM CHRISTIAN DAVID

Cinema e Pipoca: Conte-nos um pouco sobre como começou esta carreira de escritor.

Christian David: Comecei meio que de brincadeira, escrevi duas histórias e mostrei para uma amiga que me incentivou a tentar o financiamento do FUMPROARTE para a publicação de um livro. O FUMPROARTE é um fundo municipal que financia projetos de cultura aqui em Porto Alegre. Pois bem, quando percebi havia recebido a grana para publicar o livro que se chama O Rei e o Camaleão e já está em sua segunda edição, agora com uma boa editora aqui da cidade (Besouro Box). Depois disso passei a encarar com mais seriedade a carreira de escritor e logo em seguida publiquei o Mão Dupla pela Artes e Ofícios. Desde lá tenho produzido e publicado bastante para a minha curta carreira.

C&P: Qual a principal diferença de escrever livros voltados para os jovens e para os adultos?

CD: Não é uma coisa que eu faça com um planejamento engessado, eu procuro contar histórias e elas acabam saindo com uma pegada mais voltada para crianças ou para adolescentes, mesmo os textos que escrevo que são voltados para adultos acabam tendo também uma boa aceitaçao pelo público adolescente. Mas uma coisa eu acredito, é necessária uma dose extra de sensibilidade para escrever para o público infantil e adolescente, não acho que existam temas proibidos, mas o tratamento do tema precisa ser apropriado e a abordagem precisa respeitar a maneira do adolescente e da criança de entender o mundo bem como sua experiência de vida.

C&P: Você lançou dois livros no ano passado: ‘A Menina que Sonhava com os Pés’ e ‘O Filho do Açogueiro’. Como surgiu a idéia de escrevê-los? Poderia nos dar uma breve sinopse deles?

CD: “A Menina que Sonhava com os Pés” começou com a observação dos sentimentos da minha filha em seu primeiro ano na escola e depois tomou rumo próprio, é a experiência de uma menina em seus primeiros dias de aula e o enfrentamento com a realidade da escola e do ensino, tudo isso com uma pitada de fantasia. Bom para crianças e professores refletirem. Ele é belamente ilustrado por uma ilustradora italiana chamada Martina Peluso.
“O Filho do Açougueiro e outros contos de terror e fantasia” é uma coletânea de quase todos os contos de literatura fantástica que escrevi nesses anos de produção. Publiquei em diversas antologias e coletâneas por diversas editoras e achei que havia chegado a hora de transformar isso em livro. A Besouro Box, através da Elaine Maritza e do Marco Cena acharam uma boa proposta e produziram o livro que também conta com capa e ilustrações do Cena. Tem contos para todos os gostos, fantasia, ficção científica e terror.

C&P: Quais suas maiores referências na literatura e quais livros interessavam o pequeno Christian na juventude?

CD: Quando criança lia muita história em quadrinhos de todo o tipo, já na adolescência passei a ler muita fantasia e ficção científica, e também os clássicos da literatura gaúcha, de forma que minhas maiores influências (para citar só algumas) são: Érico Veríssimo, Josué Guimarães, Isaac Asimov, Robert Heinlein, Marion Zimmer Bradley, Monteiro Lobato, Neil Gaiman e Orson Scott Card.

C&P: Qual método que você utiliza para escrever seu livros? Primeiro cria personagens e depois a história em si ou é sempre algo mais orgânico?

CD: Apesar de ser bem organizado em outras áreas da minha vida quando escrevo ainda não consigo desenvolver um planejamento muito rígido. Às vezes parto de ideias e as deixo correr para o papel, outras vezes penso em personagens interessantes e tento dar uma voz a eles, acredito, portanto, ser algo mais orgânico, ainda assim fico sempre no controle da ação e procuro ir aparando as arestas do texto e do enredo ao longo da escrita.

C&P: Para o jovem que quer seguir a carreira de escritor, qual dica você daria para ele?

CD: Sendo bem direto eu daria quatro dicas:
Leia muito e de tudo.
Procure os profissionais da literatura tais como revisores, leitores críticos e preparadores de texto para auxiliar no processo, os textos não nascem perfeitos e a jornada para deixá-los aceitáveis é longa.
Freqüente os círculos literários, fazer contatos é essencial para quem quer publicar.
Persista, as coisas não acontecem da noite pra o dia. Muitas editoras dirão não no caminho até o sim.

C&P: Para quem quiser adquirir seus livros, pode entrar em contato onde?
CD: Meus livros podem ser adquiridos nas melhores livrarias, direto nas editoras (Artes e Ofícios, Paulinas, Gaivota, Besouro Box ou Lê) ou comigo mesmo através do e-mail cndavid13@gmail.com. Para conhecer os livros podem dar uma olhada no meu site www.christiandavidescritor.com

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