Especialista explica as emoções de Divertida Mente 2
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Especialista explica as emoções de Divertida Mente 2

emoções de divertida mente 2

A biomédica Telma Abrahão, especialista em neurociência e desenvolvimento infantil, explica as emoções de Divertida Mente 2. Ansiedade, tédio, vergonha e inveja são as quatro novas emoções que entram em cena da agora adolescente Riley.

Se no primeiro filme ela se desenvolveu com alegria, tristeza, medo, nojo e raiva, nesta nova fase da vida, há uma verdadeira virada na chave e muita coisa muda. Mas até onde o desenho pode refletir o que acontece na vida real?

A adolescência é uma fase de grandes alterações hormonais, comportamentais, emocionais e na forma de olhar para si e o mundo. Também é um momento da construção de novas sinapses e desenvolvimento de importantes habilidades socioemocionais, onde o adolescente aprende a pensar nas consequências de suas atitudes, se preocupa mais com o julgamento alheio, deseja ser aceito e querido”, comenta Telma.

Essa fase é uma consequência da infância, mas agora os pais deixam de ser os heróis da vida e os amigos ganham mais espaço. O medo de ser rejeitado, de não ser bom o suficiente aumenta muito, o que traz consigo uma grande ansiedade. E foi justamente essa emoção a personagem de maior destaque nesse filme novo”, afirma.

divertida mente 2 no cinema de Hortolândia
Divertida Mente 2 no cinema de Hortolândia

Emoções de Divertida Mente 2 são emoções da vida real

Mas segundo a especialista, “a ansiedade é a emoção muito presente na adolescência e pode simplesmente levar o adolescente a agir com impulsividade, tomar decisões de forma impulsiva e precipitada o pode trazer inclusive resultados indesejados. Por outro lado, também é positiva porque ela nos faz olhar para o futuro tentando minimizar os erros e nos coloca para pensar antes de agir. Então é uma fase marcada por um grande conflito: ‘eu estou muito ansiosa querendo que as coisas deem certo. E por outro lado eu estou paralisada pelo medo de errar’”, comenta.

Desta forma, os pais e responsáveis precisam ajudá-los a guiar esses sentimentos, mas também entenderem que já há um ser com personalidade formada, com vontade e ideias próprias.

Nessa fase também é bem comum que o adolescente fique perdido, pedindo a opinião dos outros, como podemos ver com a protagonista. E é aí que entram as bases da infância. “Aquele adolescente que foi criado num lar com valores firmes, com amor, com segurança, vai ter mais repertório de vida para tomar boas decisões. Os pais, que eram heróis na infância, durante a adolescência ficam com um papel mais secundário, e os amigos ganham força. Mas ainda assim o relacionamento com os pais pode ganhar um olhar diferente, desde que esses pais passem a se relacionar com esse adolescente com mais respeito, com mais conexão, levando em consideração que o filho não é mais uma criança”, finaliza.

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