Os diálogos poderiam avacalhar todo o roteiro de Brian Helgeland, mas são eles que dão veracidade e o tom sagaz durante toda projeção, principalmente nas frases clichês e bem humoradas de Ryder. A câmera ágil, repete alguns deslizes vistos em ‘Dejá-Vu’, mas Scott usa a ambientação soturna e obscura dos metrôs para proliferar todo suspense necessário e segura os espectadores nestas ocasiões.
Tentando se livrar do fiasco chamado ‘Transformers – A Vingança dos Derrotados’, John Turturro está tão contido que, às vezes, passa a impressão de deslocamento, já Luis Guzmán (‘Sim, Senhor’) traz naturalidade ao personagem. Já esperávamos aquele tipo de trilha sonora com batidas black manjadas e cansativas e alguns vestígios do eterno medo norte-americano pós 11/9, coisas fáceis de antecipar.
Um dos metrôs de Nova York é sequestrado e Walter Garbar, um dos controladores, é obrigado a agir como negociador. A polícia tem uma hora para entregar-lhes 10 milhões de dólares ou então matarão um a um dos reféns, por cada minuto de atraso.
O terço final é cansativo e o diretor quase perde a mão nas exageradíssimas perseguições pelas ruas movimentadas da cidade, mas entrem neste clima absurdo e descontrolado e terão uma boa sessão pipoca para o fim de semana.
NOTA: 7,0
ORÇAMENTO: 100 Milhões de Dólares









Honestamente tenho um pé atras com esse filme, verei, mas depois de muitos outros… essa coisa de terrosta, sequesstro sei la…
abraço!
Olá Eder,
estou participando da cobertura do Festival do Rio 2009. Estou escrevendo para o site http://www.almanaquevirtual.com.br.
No Imagem em Movimento, coloquei links para as minhas críticas, e no Almanaque você pode encontrar críticas de quase 200 filmes do festival.
Um abraço,
Christian