
O Mestre dos Desejos é um filme que muita gente guarda com carinho, pois foi exibido na TV aberta algumas vezes e certamente teve ótima saída nas videolocadoras. Produzido por Wes Craven, que vinha de O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger (1994), Pânico (1996) e Pânico 2 (1997), teve direção de Robert Kurtzman (mais conhecido por seus trabalhos de maquiagem e efeitos especiais em de Prova Final, Os Vampiros, 13 Fantasmas e A Casa da Colina, Cabana do Inferno e O Ataque dos Vermes Malditos, só para citar alguns) e um elenco pra fã nenhum de terror botar defeito.
Só para você ter uma ideia, podemos ver Kane Hodder (que interpretou Jason Voorhees), Tony Todd (Candyman e Premonição), Rico Ross (Aliens – O Resgate), Joseph Pilato (Dia dos Mortos) e Robert Englund (o eterno Freddy Krueger). E há aqui uma mistura de tudo o que a década de 1990 tinha de mais estranho e bizarro por isso, em muitos casos, O Mestre dos Desejos me remeteu a Hellraiser ou ao próximo A Hora do Pesadelo.
Como sempre falo, o terror tem diversas facetas e não somente a de assustar. Por isso, há subcamadas por aqui, como a ganância, o poder que corrompe e a busca por vingança que nem sempre permite aquele gostinho de ‘ponto final’. O tal demônio Djinn tem todo um enredo interessante por trás e vai estabelecer algumas regras que o roteiro, de tempos em tempos, parece esquecer.
O Mestre dos Desejos, seus efeitos práticos e computação gráfica
Quando lidamos com os efeitos práticos de O Mestre dos Desejos, o longa metragem ganha pontos, pois, assim como acontece atualmente com A Morte do Demônio, há uma mescla de tensão com comédia involuntária – a cena da festa, que acontece lá pelo terceiro ato, nos traz exatamente essa sensação – o que dá um certo charme – ao contrário do efeito onde um homem ‘se funde’ com uma porta de vidro… que só envelheceu muito mal.
Andrew Divoff, que vive o vilão, se diverte absurdamente e é ajudado por um design bastante interessante. Já Tammy Lauren, que vive Alexandra Amberson, pode não ser terrível, mas tinha potencial para mais. O desfecho, onde a personagem consegue lembrar de algo totalmente aleatório para destrui-lo, é anticlimático. No fim, houveram mais 3 sequências, que não fizeram o sucesso deste, mas que mostra que há fãs espalhados por aí. Será que veremos um reboot em breve? Eu não duvidaria.
Onde assistir O Mestre dos Desejos?
Sinopse de O Mestre dos Desejos
Um djinn demoníaco que ficou aprisionado por muitos anos dentro de uma espécie de pedra preciosa é libertado sem querer. Agora, ele vai conceder a seu dono três desejos, o que lhe permitirá convocar seus irmãos para a Terra.
Nota: ★★½
Título Original: Wishmaster
Ano Lançamento: 1997 (Estados Unidos)
Dir.: Robert Kurtzman
Elenco: Tammy Lauren, Andrew Divoff, Angus Scrimm, Ari Barak, Greg Funk, Richard Assad, Robert Englund, Tonny Todd, Ted Raimi, Dan Hicks
Curiosidades de O Mestre dos Desejos
- Em uma das cenas no quarto de Raymond Beaumont, é possível ver uma estátua de Pazuzu, o mesmo demônio de O Exorcista.
- Vários membros da equipe técnica, incluindo o diretor Robert Kurtzman, fizeram pequenas participações no filme.
- Personagens como Finney, Beaumont, Derleth e Merritt fazem referência a autores clássicos de ficção científica e terror do início do século XX, como Jack Finney, Charles Beaumont, August Derleth e Abraham Merritt.
- O especialista em efeitos Greg Nicotero trabalhou tanto neste filme quanto em Dia dos Mortos, de George A. Romero.
- O ator Andrew Divoff levava cerca de 3h30 para colocar a maquiagem do Djinn e 1h30 para removê-la.
- Durante as filmagens, câmeras foram roubadas de um dos cenários — o caso chegou até a aparecer no noticiário.
- O filme presta várias homenagens à série clássica Além da Imaginação, inclusive em diálogos e situações semelhantes a episódios como “The Hitch-Hiker”.
- O longa foi filmado em apenas 33 dias.
- Na mitologia, os djinns nascem do fogo e têm olhos azulados. A produção realçou digitalmente os olhos de Andrew Divoff para fazer referência a isso.
- A atriz Dina Meyer foi cogitada para o papel principal, mas não pôde participar por estar filmando Tropas Estelares.
- Na cena com Kane Hodder, o crachá do personagem traz o nome “J. Vorheees”, uma clara referência a Jason Voorhees.
- Wes Craven foi produtor executivo do filme e fez isso entre as gravações de Pânico e Pânico 2.
- A trilha foi composta por Harry Manfredini, famoso pelo tema de Sexta-Feira 13.
- Os djinns fazem parte da mitologia da Arábia pré-islâmica e são mencionados diversas vezes no Alcorão. A palavra “gênio” (genie) deriva da adaptação ocidental do termo “djinn”.




