O Incrível Hulk | Revisitando o MCU

Sair de Jon Favreau, que havia feito Homem de Ferro e ir para Louis Leterrier neste O Incrível Hulk é um tanto estranho. O diretor francês tinha, em sua filmografia, Carga Explosiva 1 e 2 e Cão de Briga, provando que era um funcionário totalmente padrão. Sendo que até para os moldes do MCU, onde produtores controlam os longas metragens milimetricamente, parecia altamente burocrático… e foi!

‘Começando do começo’, Hulk foi criado em 1962 pela dupla Stan Lee e Jack Kirby e traz muitas referências de O Médico e o Monstro, escrito por Robert Louis Stevenson. E se houve algum tipo de tentativa de se aproximar dessa dramaticidade, ela ficou na total superficialidade, pois aqui, o que conta, é a ação desenfreada ao longo de 112 minutos.

Bruce Banner, que já tinha aparecido na pele de outros atores, como Lou Ferrigno (que tem uma participação especial por aqui) e Eric Bana, desta vez tem os traços do talentoso Edward Norton (que sairia em seguida por divergências criativas, dando lugar a Mark Ruffalo). O início, no Brasil, nos aponta que este não será um filme de origem propriamente dito, pois o personagem já está com o soro em seu sangue e tenta controlar a fúria que o transforma no Gigante Esmeralda.

O Incrível Hulk contra seus algozes, ou seja, o exército e o Abominável

Como já disse, não espere nada além de diversão escapista, mas após 18 anos de seu lançamento, fica impossível de perceber que alguns efeitos especiais envelheceram mal. Nada que prejudique o longa-metragem como um todo, mas o filme protagonizado por Robert Downey Jr. equilibra melhor efeitos práticos e digitais.

Ao contrário da visão de Ang Lee para o monstro, que tenta emular cenas das HQs, Leterrier é bem burocrático nessa parte. A montagem, com cortes rápidos e explosões que fariam Michael Bay abrir um sorrisão, já foi vista tantas e tantas vezes antes, assim como o vilão, que é raso e pobre dentro de suas vontades e perspectivas.

Entre os coadjuvantes, nomes de peso como Liv Tyler, o interesse romântico e a donzela em perigo (ela realmente só serve pra isso), Tim Roth como Abominável e William Hurt que é o General Ross e tem, ao lado de Norton, uma atuação correta. Revisitar esse universo é interessante, pois conseguimos perceber, com mais calma e sem aquele hype irritante, que o MCU nunca foi perfeito… e O Incrível Hulk é prova irrefutável disso.

O Incrível Hulk

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Qual a história de O Incrível Hulk?

Acompanhamos o cientista Bruce Banner, que está escondido em uma favela do Rio de Janeiro enquanto tenta encontrar uma cura para a radiação gama que o transforma em uma criatura gigantesca e incontrolável sempre que fica sob forte emoção. Fugindo do exército dos Estados Unidos, liderado pelo general Ross, Banner busca evitar ser capturado e usado como arma.

Ele mantém contato limitado com a cientista Betty Ross, seu grande amor e filha do general Ross, que o persegue. No entanto, sua tentativa de vida anônima é interrompida quando ele é localizado, forçando-o a voltar a fugir enquanto enfrenta novos perigos.

A situação se intensifica quando o militar Emil Blonsky se submete a um experimento semelhante, tornando-se uma criatura ainda mais violenta e descontrolada, o Abominável.

Nota: ★★½

Título Original: The Incredible Hulk
Ano Lançamento: 2008 (Estados Unidos)
Dir.: Louis Leterrier
Elenco: Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, William Hurt, Tim Blake Nelson, Ty Burrell, Christina Cabot, Peter Mensah, Lou Ferrigno

Curiosidades de O Incrível Hulk

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