Connect with us

Críticas

Crítica: Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros | 30 anos após o lançamento

Published

on

Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros

De vez em quando, revisito alguns projetos que completaram 10 anos ou mais. No caso de Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros, já se passaram três décadas desde o seu lançamento, e posso afirmar que o fascínio continua intacto. A direção magistral de Steven Spielberg, a envolvente trilha sonora de John Williams, a combinação perfeita entre efeitos práticos e CGI, tudo isso é uma verdadeira preciosidade. E quanto ao elenco… bom, chegaremos lá em breve!

Atualmente, essa franquia possui outros cinco filmes (que não chegam perto da qualidade deste) e alguns desenhos animados. No entanto, houve um cuidado excepcional em capturar não apenas a essência dos dinossauros, mas também em criar um enredo coeso. Veja bem:

Nenhum personagem aqui é totalmente bom ou ruim; isso gera discussões sobre ética profissional e o potencial perigoso se certas tecnologias caírem em mãos erradas. Mesmo John Hammond, o idealizador do parque, é retratado como um bilionário egocêntrico mais preocupado com lucro do que com as consequências de suas ações.

As cenas icônicas se acumulam: o copo d’água vibrando antes da chegada do T-Rex, o garoto sendo lançado para longe pela cerca elétrica, as crianças sendo perseguidas pelos velociraptors na cozinha, o T-Rex em uma caçada frenética ao jipe e muitas outras.

Telecine Action no Dia do Orgulho Nerd

O elenco e a escolha de não ‘mostrar o monstro’ de primeira

Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum, Richard Attenborough, Samuel L. Jackson em sua juventude e todos os outros foram feitos sob medida para seus respectivos papéis. Mesmo que alguém possa achar o personagem de Dennis Nedry, interpretado por Wayne Knight, um tanto fraco em sua motivação, sua morte é tão impactante que nem isso prejudica a qualidade da obra.

Assim como Steven Spielberg aprendeu em Tubarão (1975), é crucial manter o ‘monstro’ fora de vista por um tempo, aumentando assim a tensão e o suspense. E isso é exatamente o que ele faz, pois quando o T-Rex finalmente aparece, é impossível não se agarrar à cadeira.

Advertisement

Baseado no livro de Michael Crichton, Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros é mais uma das genialidades do maior diretor de todos os tempos. Deixe de lado Chris Pratt e sua abordagem “domadora” de dinossauros em Jurassic World; Alan Grant e Ellie Sattler (que têm um diálogo rápido e fantástico sobre igualdade de gênero com Hammond) são os verdadeiros protagonistas desta história!

Onde assistir Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros?

  • Assinatura: Netflix | Telecine | Prime Video | Star+
  • Locação: YouTube | Google Play Movie | Apple TV

Sinopse de Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros

Um parque construído por um milionário tem como habitantes dinossauros diversos, extintos a sessenta e cinco milhões de anos. Isto é possível por ter sido encontrado um inseto fossilizado, que tinha sugado sangue destes dinossauros, de onde pôde-se isolar o DNA, o código químico da vida, e, a partir deste ponto, recriá-los em laboratório. Mas, o que parecia ser um sonho se torna um pesadelo, quando a experiência sai do controle de seus criadores.

Nota Cinema e Pipoca: ★★★★★

Título Original: Jurassic Park
Ano Lançamento: 1993 (Estados Unidos | Reino Unido)
Dir: Steven Spielberg
Elenco:
Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum, Richard Attenborough, Samuel L. Jackson, Jeff Goldblum, Martin Ferrero, Joseph Mazzello, Ariana Richards

Então, confira outras notícias clicando AQUI.

Continue Reading
Advertisement
Click to comment

You must be logged in to post a comment Login

Leave a Reply

Críticas

7 Caixas | Vale a pena assistir?

Published

on

7 caixas topo

Em um panorama cinematográfico muitas vezes dominado pelos blockbusters de Hollywood, onde produções milionárias e efeitos especiais muitas vezes ofuscam a essência do cinema como forma de expressão social e política, obras como 7 Caixas surgem como um respiro necessário.

Lançado em 2012 e dirigido por Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori, este é um verdadeiro achado do cinema latino-americano — e mais especificamente, um marco na cinematografia paraguaia. Ao apostar em um thriller de ritmo ágil ambientado no coração de Assunção, temos as camadas de desigualdade, ambição e sobrevivência urbana com um frescor raro e um realismo.

O que faz de 7 Caixas uma obra tão marcante?

O que faz de 7 Caixas uma obra tão envolvente não é apenas o enredo, que mistura elementos de suspense, ação e drama social, mas a forma como tudo é conduzido. Maneglia e Schembori utilizam a câmera como extensão do olhar nervoso de Victor, criando uma tensão crescente com ângulos ousados e cortes rápidos que remetem ao dinamismo dos jogos de videogame.

A trilha sonora acompanha esse ritmo com batidas eletrônicas que lembram, em muitos momentos, games de ação, reforçando o senso de urgência e a atmosfera frenética do mercado. Esse estilo visual quase hiperativo não só prende a atenção do espectador, mas o insere no labirinto sufocante que é o Mercado 4 — um microcosmo do caos capitalista que marginaliza muitos para favorecer poucos.

Elenco de 7 Caixas é um achado

O elenco é outro ponto de destaque, sobretudo Celso Franco, que entrega um Victor com a dose certa de ingenuidade, ambição e desespero. É fácil se identificar com ele, especialmente para quem conhece a realidade das grandes cidades latino-americanas.

Advertisement

A escolha de abordar o “suspense das 7 caixas” por meio de um thriller permite que a crítica social se desenvolva de forma orgânica. Questões como desigualdade econômica, imigração, corrupção e a busca desenfreada por status estão presentes, mas nunca de forma panfletária.

O espectador se vê envolvido pela trama e, quase sem perceber, mergulha nas complexidades da vida urbana paraguaia. As caixas, aliás, funcionam como uma metáfora poderosa — o conteúdo escondido simboliza aquilo que a sociedade tenta esconder: violência, exploração, e os riscos de um sistema que empurra jovens como Victor para o limite da legalidade.

Outro tema que ressoa fortemente é a obsessão contemporânea pela visibilidade. Victor sonha em aparecer na TV, em ser reconhecido, e esse desejo por “15 minutos de fama” guia algumas de suas escolhas mais questionáveis. É impossível não ver aqui uma crítica sutil à cultura da imagem, às redes sociais e ao espetáculo midiático que transforma qualquer drama humano em entretenimento.

Se há algo a questionar no filme, talvez seja a forma como ele, por vezes, se entrega demais à lógica do entretenimento, com reviravoltas que beiram o exagero. Ainda assim, isso não diminui seu impacto. Pelo contrário, mostra como é possível fazer cinema de gênero com inteligência e consciência social, mesmo com poucos recursos. O orçamento limitado não é obstáculo, mas motor criativo, gerando essa máxima capacidade de entregar emoção, crítica e ritmo com uma simplicidade quase artesanal.

7 Caixas
7 Caixas

Onde assistir a 7 Caixas

O filme está disponível gratuitamente no PLEX.

Sinopse de 7 Caixas

A história gira em torno de Victor, um jovem carreteiro que trabalha no Mercado 4 — uma espécie de mercadão popular lotado, caótico, mas vibrante. A rotina do protagonista é simples: empurrar um carrinho e carregar mercadorias para os clientes em troca de alguns trocados.

Advertisement

Como tantos outros jovens em economias periféricas, Victor vive à margem do sistema, flertando com a informalidade e alimentando um sonho distante de reconhecimento e fama. É justamente esse desejo que o leva a aceitar uma proposta inusitada: transportar 7 caixas misteriosas por um trajeto aparentemente curto, sem fazer perguntas.

O que parece um trabalho fácil logo se transforma em uma corrida de vida ou morte, à medida que o conteúdo das caixas revela uma natureza sombria e perigosa.

Nota: ★★★★

Título Original: 7 Cajas
Ano Lançamento: 2012 (Paraguai)
Dir: Juan Carlos Maneglia, Tana Schembori
Elenco: Celso Franco, Víctor Sosa, Lali Gonzalez, Nico García, Mario Toñanez, Nelly Davalos

Advertisement
Continue Reading

Críticas

Anos Incríveis (1ª temporada) | Vale a pena assistir?

Published

on

anos incriveis 1 temporada topo

É impressionante como existem programas que marcam nossas vidas. Para mim, Anos Incríveis (1ª temporada) pode entrar numa seleta lista que conta com Conta Comigo, Os Goonies, Garotos Perdidos, os desenhos animados Doug, Cavaleiros do Zodíaco e tantos outros.

Exibido na TV Cultura, foi criado por Carol Black e Neal Marlens (dupla que esteve a frente da refilmagem de 2021) e tinha um elenco afiadíssimo – falaremos de cada um deles abaixo. O roteiro trata não só do sonho americano, mas também de como uma família comum lidava com seus dilemas nas décadas de 1960 e 1970 e com conquistas como: o homem chegando à Lua, a Guerra do Vietnã, o movimento hippie e outros pontos que são excelentes planos de fundo.

Frente a tudo isso, conhecemos o garotinho Kevin Arnold, que detalha seus pensamentos, medos e frustrações em diversas narrações em off que dão charme a estes 6 episódios. Logo no piloto, fala-se sobre a perda de alguém jovem, no caso, o irmão de Winnie Cooper, em seguida, lá pelo terceiro episódio, temos Kevin indo na empresa de seu pai para compreender o que ele faz (a proximidade deles aumentando é emocionante). Some isso com o primeiro beijo do jovem casal, a amizade dele com Paul e as brigas e diferenças com seus irmãos e esse ciclo perfeito se fecha.

Elenco de Anos Incríveis

No elenco fixo da série, temos:

  • Fred Savage, como o jovem Kevin Arnold, que começa a compreender melhor o mundo e tudo de bom e ruim que há nele. Dan
  • Dan Lauria, como Jack Arnold, o patriarca da família e um homem extremamente comum daquela década, que trabalha e volta para casa e já aceitou que alguns sonhos não serão realizados por conta de algumas escolhas.
  • Alley Mills, como Norma Arnold, e a cena em que pergunta a ela se está frustrada na vida, é algo impactante, mas que é tratado com carinho.
  • Danica McKellar, como Winnie Cooper, a química dela com Fred é impressionante e tem a docilidade de uma garota, nunca sendo apenas uma coadjuvante qualquer.

Além destes, Jason Hervey como Wayne Arnold e Josh Saviano com Paul Pfeiffer.

A fotografia não enche os olhos, mas há uma ótima reconstrução de época. Porém, pegue a trilha sonora e coloque em seu Spotify, pois é algo sublime e que dialoga com cada episódio. Por fim, são poucos episódios em Anos Incríveis (1ª temporada), mas que carregam em si, nostalgia, alegrias, dores, perdas e conquistas que são compreendidos universalmente e em qualquer época. Obra prima!

Advertisement
Anos Incríveis (1ª temporada)
Anos Incríveis (1ª temporada)

Onde assistir Anos Incríveis (1ª temporada)

O seriado não está em nenhum streaming, mas é possível conferir os episódios se procurarem no YouTube, de forma não oficial.

Sinopse de Anos Incríveis (1ª temporada)

Kevin Arnold, um adolescente prestes a se tornar um homem adulto, acompanhado de seu melhor amigo Paul e, às vezes, de sua namorada Winnie, experimentando todos os tipos de traumas e emoções da vida. Enquanto se passam as histórias, os acontecimentos são narrados por um Kevin mais velho e experiente, que descreve o que acontece e conta o que aprendeu de suas experiências.

Nota: ★★★★★

Título Original: The Wonder Years
Ano Lançamento: 2025
Criadores: Carol Black e Neal Marlens
Elenco:
Fred Savage, Dan Lauria, Alley Mills, Danica McKellar, Jason Hervey e Josh Saviano

Continue Reading

Críticas

Faça Ela Voltar: Um dos melhores terrores de 2025

Published

on

faca ela voltar topo

É impressionante como Danny e Michael Philippou, irmãos que são as mentes criativas por trás de Faça Ela Voltar, são inventivos dentro do gênero do terror. Primeiramente, haviam trazido ao mundo Fale Comigo, que tinha sacadas super diferentes quando o assunto era possessão – não só pelo uso daquela mão embalsamada, mas por todos os outros contextos.

Aqui, lidamos com isso em menor grau, mas com inúmeros outros fragmentos que saltam aos olhos. Há uma tensão pungente e crescente e a forma com que tratam o luto – e a não aceitação dele – é quase palpável, e vou explicar os motivos logo abaixo:

Laura, interpretada pela excepcional Sally Hawkins (A Forma da Água), perdeu a filha há pouco tempo e nós, logo de cara, percebemos que ela não se recuperou totalmente. Contudo, cria um ambiente propício para receber dois irmãos que também passaram por traumas extremamente relevantes. Estes são Piper e Andy (Sora Wong e Billy Barratt, respectivamente) e que terão tratamentos bem diferentes dessa nova cuidadora.

Faça Ela Voltar e os caminhos para um grande filme

Eu estava torcendo para que os diretores não caíssem em jumpscares baratos e, graças a expertise da dupla, isso não ocorreu. O roteiro joga migalhas para colocar inúmeros pontos de interrogação na cabeça dos espectadores (uma porta trancada aqui, um garoto que parece deslocado do ambiente ali e marcas no chão acolá) e vai encaixando-as e ampliando o nível de brutalidade e de cenas gráficas impactantes.

Não existe o tom anárquico de Fale Comigo e há uma ou outra facilitação, mas nada tira o peso e a densidade da deterioração daquela casa e daquelas pessoas. A fotografia ajuda a contar a história, com tons avermelhados e as simbologias resgatam aquilo que centenas de projetos tentam e não conseguem, ou seja, mostrar que há uma porta para o desconhecido e que é bom a gente passar longe delas. Ao lado de Pecadores e A Hora do Mal, Faça Ela Voltar prova que os fãs do terror seguem com um sorriso de orelha a orelha.

Advertisement
Faça Ela Voltar
Faça Ela Voltar

Onde assistir a Faça Ela Voltar

O filme está disponível em todas as redes de cinema do Brasil

Sinopse de Faça Ela Voltar

Um irmão e uma irmã passam por algo que mudará suas vidas para sempre. Ao se mudarem para uma nova residência, com uma mãe adotiva, descobrem um ritual aterrorizante nessa casa isolada.

Nota: ★★★★½

Título Original: Bring Her Back
Ano Lançamento: 2025
Dir.: Danny Philippou e Michael Philippou
Elenco: Billy Barratt, Sally Hawkins, Jonah Wren Phillips, Sora Wong 

Curiosidades de Faça Ela Voltar

  • A atriz Sora Wong nunca havia atuado profissionalmente antes do filme.
  • A mãe de Wong encontrou um anúncio de elenco na rede social, que buscava uma jovem com deficiência visual.
  • Wong nasceu com coloboma e microftalmia, o que a deixou cega do olho esquerdo e com visão bastante limitada no direito.
  • Sally Hawkins dispensou dublês e realizou suas próprias cenas de risco.
  • Os irmãos Philippou estavam cotados para dirigir uma adaptação de Street Fighter em 2023, mas desistiram para se dedicar totalmente a este filme.
  • A produção foi inspirada no subgênero “psycho-biddy horror”, que mistura suspense psicológico e personagens femininas intensas.
  • Todo o longa foi rodado em apenas 41 dias.
  • Este é apenas o segundo longa-metragem da carreira dos irmãos Philippou.
  • A escalação de Wong trouxe visibilidade para pessoas com deficiência visual no cinema.
  • O elenco relatou que a dedicação de Wong inspirou a equipe durante as filmagens, tornando a experiência ainda mais marcante.
Continue Reading

Trending

Você não pode copiar o conteúdo desta página

GeraLinks - Agregador de links Trends Tops - Trending topics À toa na net