Stigmata tenta ser O Exorcista, mas erra feio

Foi aqui que conheci e comecei a admirar o trabalho de Gabriel Byrne (Navio Fantasma). Ele interpreta um padre/cientista em Stigmata, um suspense que não mudará a vida de ninguém, mas é assistível.

Apesar dos (supostos) brasileiros falando castelhano, a produção se supera e acerta em cheio ao retratar a vida de Frankie Paige. Ela é uma garota descrente, interpretada por Patricia Arquette, que recebe os estigmas de Cristo sem saber ao certo o que são. O padre Andrew Kiernan é chamado para tentar desvendar o mistério.

Com belas cenas e roteiro bem intencionado (mas lotado de clichês), Stigmata segura o espectador até o final, que é sem nexo. Com uma fotografia quase sempre escura, este é um exemplo regado de pouca originalidade. A interpretação de Arquette tem ares de Linda Blair, com direito a mudança de voz e tudo.

Já o comandante da obra, Rupert Wainwright, é praticamente um novato. Isso fica visível pela forma com que seus enquadramentos são feitos ou as ‘imitações’ referentes a outros projetos do gênero.

Prefira O Exorcista, pois este é um exemplo da falta de originalidade na Terra do Cinema.

NOTA: 5,0
ORÇAMENTO: —

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