Pânico (1996) | Resenha | Vale a pena assistir?

Em 1996 os slashers viviam um momento de baixa. Freddy Krueger havia ‘se aposentado’ em O Novo Pesadelo de Freddy Krueger (1994), assim como Jason em Jason Vai para o Inferno: A Última Sexta-Feira (1993) e Michael Myers tentou a sorte, e falhou miseravelmente em Halloween VI – A Última Vingança. E Pânico chegou com a ideia de fazer uma metalinguagem dentro do subgênero, brincando com os clichês e criticando essa infinidade de sequências de seus ‘co-irmãos’.

Drew Barrymore, que talvez fosse um dos rostos mais conhecidos do elenco, morre logo no primeiro ato, provando que haveria uma inversão daquilo que os espectadores esperavam – assim como Hitchcock fez em Psicose, por exemplo. O diálogo ao telefone, entre o assassino e Casey é delicioso – me peguei respondendo àquelas questões e, para efeito de comparação, acertaria todos. Brincadeiras a parte, além desse jogo de gato e rato que será uma máxima nas quase duas horas, teremos uma violência interessante.

Em seguida seremos apresentados a Sydney Prescott (o papel da vida de Neve Campbell) e aos seus amigos. Kevin Williamson, roteirista deste e diretor de Eu sei o que vocês fizeram no verão Passado e Pânico 7, consegue nos mostrar que Prescott tem feridas não cicatrizadas e, por isso, precisa de todo apoio possível. Mescle isso com uma trilha sonora excelente e teremos nosso projeto.

Pânico: o filme certo, na hora certa

Craven é sagaz em trabalhar com portas e janelas de vidro, que deixam os personagens vulneráveis, além de dar várias ‘piscadelas’ para o público, com referências para alguns dos maiores vilões da Sétima Arte. E ao contrário desses, Ghostface cai, tropeça e é jogado pela janela, ou seja, apesar de assassinar esses adolescentes, também é, de certa forma, vulnerável.

No terceiro ato, somos pegos de surpresa com a apresentação de quem é o vilão e seus motivos. Neste caso, portanto, o roteiro dribla as convenções que homenageia até então, joga um motivo plausível como ‘desculpa’ e ainda fala sobre a mídia inescrupulosa – o soco de Sydney em Gale é demais – e a sociedade que aponta dedos, mesmo sem saber ao certo se a premissa é verdadeira.

Com US$ 14 milhões de seu orçamento, faturou mais de US$ 173 milhões e seu sucesso foi além, pois todas as produtoras queriam ter ‘um Pânico para chamar de seu’. Por isso, além de Eu sei o que vocês Fizeram, ainda dá para cita Lenda Urbana, O Dia do Terror, Lenda Urbana e, claro, a paródia Todo Mundo em Pânico.

Pânico

Onde assistir Pânico (1996)?

Hamnet – A vida antes de Hamlet está, atualmente, nos cinemas nacionais.

Sinopse de Pânico

Um ano após o assassinato de sua mãe, Sydney Prescott é aterrorizada por um novo assassino, que mata seus amigos e pessoas do seu ciclo social para chegar até ela. Além disso, ele usa filmes de terror como parte de seu jogo mortal.

Nota: ★★★★

Título Original: Scream
Ano Lançamento: 1996 (Estados Unidos)
Dir.: Wes Craven
Elenco: Drew Barrymore, Neve Campbell, David Arquette, Courtney Cox Arquette, Mathew Lillard, Skeet Ulrich, Rose McGowan, Jamie Kennedy

Curiosidades de Pânico

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