
Depois de muitos e muitos anos eu revi O Orfanato, suspense coproduzido por Espanha, México, França e Bélgica, com o nome de Guillermo del Toro (diretor do novo Frankenstein) na produção executiva e J. A. Bayona (A Sociedade da Neve e O Impossível) na direção. Some tudo isso ao roteiro de Sergio G. Sánchez, que traz uma abordagem que nos remete, por exemplo, à história de Peter Pan – e isso não é mera coincidência, e temos o pacote completo.
Há um luto que envolve aquele ambiente desde os primeiros minutos e, por isso mesmo, o tal prédio se transforma em um personagem. E mesmo quando os supostos fantasmas não estão em tela, a sensação é de que eles estão lá, espreitando os protagonistas. Não espere jumpscares ou um ritmo acelerado, pois a ideia é trazer o máximo possível de camadas, principalmente para Laura (vivida com maestria por Belén Rueda de Os Olhos de Julia), para termos uma sequência lógica e, de certa maneira, natural, no segundo e terceiro atos.
Seu filho, Simón, que desaparece, e seus ‘amigos imaginários’ montam uma brincadeira de caça ao tesouro para Laura. É um trecho que se atropela e se resolve rapidamente, como se toda a cautela anterior fosse ‘esquecida’ por alguns instantes. Não que isso atrapalhe o todo, mas é um escorregão que seria fácil de ser mudado.
O Orfanato e seus vários finais
O quebra-cabeças vai se montando ao longo de 105 minutos, seja diante de uma praia deserta, dentro de uma caverna ou também nos corredores daquela mansão. Quando temos o embate entre fé e ceticismo (com a participação especial de Edgar Vivar, o Seu Barriga de Chaves), os diálogos fazem o espectador pensar qual seria, de fato, a sua maneira de agir. Carlos, marido de Laura, é um homem que deixa a esposa fazer o que ela acha certo e isso não deixa de ser amor. Ela, em contrapartida, não poderia sair dali sem resolver aquele caso que a polícia não conseguiu colocar um ponto final.
J. A. Bayona, porém, não sabe quando encerrar O Orfanato, pois temos pelo menos três momentos onde poderia ser o final. Acredito que o ‘segundo’, com Laura dentro do quarto, seria perfeito, mas ainda há outro que faz sentido, mas é desnecessário. Luto, perda, vida, morte e muito outros sentimentos se entrelaçam em uma espécie de conto de fadas moderno e cheio de ternura, em um longa-metragem que deve ser visto e revisto.
Onde assistir O Orfanato?
Qual a história de O Orfanato
Laura retorna ao lugar onde viveu na infância com um objetivo claro: transformar o antigo espaço, que era um orfanato, em um abrigo dedicado a crianças especiais. Movida por memórias e por um forte senso de propósito, ela acredita que aquele ambiente pode oferecer acolhimento e novas oportunidades para quem mais precisa.
Logo após a chegada, seu filho adotivo — portador do vírus da AIDS — começa a mencionar e interagir com amigos imaginários. Inicialmente, Laura encara essas falas como parte natural da imaginação infantil, sem perceber que as brincadeiras se tornam cada vez mais frequentes e inquietantes, carregadas de um tom estranho e difícil de ignorar.
Com o passar do tempo, os comportamentos do menino se tornam progressivamente perturbadores, mas Laura continua sem dar a devida atenção aos sinais. Até que, de forma repentina e assustadora, ele desaparece, transformando o que parecia ser apenas fantasia em um mistério angustiante.
Nota: ★★★★
Título Original: El Orfanato
Ano Lançamento: 2007 (Espanha, México, França e Bélgica)
Dir.: J. A. Bayona
Elenco: Jaafar Jackson, Nia Long, Juliano Valdi, KeiLyn Durrel Jones, Laura Harrier, Jessica Sula, Mike Myers, Miles Teller, Colman Domingo
Curiosidades de O Orfanato
- O roteiro foi escrito por Sergio G. Sánchez em 1996, mas só ganhou vida anos depois, quando J.A. Bayona assumiu a direção e contou com o apoio de Guillermo del Toro na produção.
- O filme recebeu uma impressionante ovação de 10 minutos no Festival de Cannes.
- Na Espanha, O Orfanato teve a maior estreia de bilheteria de um filme nacional na época, superando grandes produções internacionais como Shrek Terceiro.
- Mais de 400 crianças fizeram testes para o papel de Simón.
- O local principal do orfanato foi uma casa colonial na cidade de Llanes, mas mais de 80% do filme foi gravado em estúdio por questões técnicas.
- Algumas cenas de caverna onde Simón desaparece foram gravadas em três cavernas diferentes para criar maior sensação de realismo e tensão.
- Guillermo del Toro faz uma participação discreta no filme como o médico da emergência que atende Laura após um acidente, embora não esteja creditado.
- O diretor J.A. Bayona usava sustos e improvisos no set para provocar reações reais nos atores, aumentando o clima de terror nas gravações.
- A atriz Belén Rueda foi escolhida desde o início para o papel principal, após se destacar no filme Mar Adentro.
- O Orfanato foi escolhido para representar a Espanha no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2008.





Não tem lógica. O simón so morreu qdo a mae dele já com a perna quebrada, vai no corredos e escuta aquela barulhera. é o garoto batendo na porta. mas quem pendeu ela, eu axo, quase com certeza q foi o tomás, o garotinho deformado.
Esse filme é mto massa, mas se reclamam, é pq ja estao habituados aos remakes de filmes japoneses, com os fantasminhas azuis q arrotam, miam ou saem d um poço após sete dias. |Lamentavel.
Taí um dos melhores filmes de 2008: roteiro bem amarrado, boa direção, elenco competente… e um bônus: a participação do Seu Barriga!
Postei a continuação em meu blog,se quiser ler visite ele
http://evangelinescarletangel.blogspot.com/
Obrigado.
Tipo, parece ser legal esse filme, mas ultimamente tem decaído.. q c axa?
Bjo manim!
Fala camarada, gostei muito do seu site. Tenho um blog, fique a vontade pra me fazer uma visita.
http:\\gurudosdownloads.blogspot.com
Grande abraço.
Eu gostei muito do filme. O final me emocionou. Adoro filmes neste segmento.
Bom, respondendo a pergunta da fernanda>
Fê, seguinte… foi o menino mascarado quem atacou a Laura e deixou as pistas. "Naquela altura do campeonato" o filho dela já estava morto…
No final passa a cena do garoto caindo e Laura se lembra do barulho… bom, foi antes de tudo isso.
Estaria os filmes de suspense americanos caindo de nível?
Fico me perguntando isso com o seu comentário. O Mèxico não produz tantos filmes de destaque, tudo bem que eu sou uma anta para filmes…
Mas tudo bem.
Bom, se você deu um oito para o filme, deve ser bom mesmo.
http://greatdj.wordpress.com/
Filme excelente! Vi no cinema e deve ficar entre os meus top ten do ano! [Spoiler:] Minha dúvida até agora: aquele menino mascarado que atacou a Laura era o filho ou “o outro”? E quem deixou as pistas para a Laura? Dúvidas, dúvidas… Anyway, o filme é porretíssima — aliás, o Del Toro sabe fazer cinema, dirigindo ou produzindo. É o cara.