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Dolores chega aos cinemas e encerra trilogia idealizada por Chico Teixeira

O longa-metragem Dolores estreia nos cinemas brasileiros no dia 4 de junho, marcando o encerramento da chamada “trilogia do afeto”, projeto concebido pelo cineasta Chico Teixeira, falecido em 2019. Dirigido por Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, o filme chega às telonas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Recife e Belo Horizonte, após uma trajetória de destaque em festivais nacionais e internacionais.

Qual a história do filme Dolores?

Com uma equipe formada majoritariamente por mulheres, a produção traz no centro da narrativa a personagem Dolores, interpretada por Carla Ribas. Aos 65 anos, ela vive entre sonhos e desafios cotidianos na periferia de São Paulo, onde uma premonição de abrir um cassino desperta conflitos ligados ao seu passado de dependência em jogos. A trama também aborda sua relação conturbada com a filha Deborah, vivida por Naruna Costa, e o forte vínculo com a neta Duda, interpretada por Ariane Aparecida.

Dolores
Dolores (crédito Mujica Saldanha)

Prêmios de Dolores em festivais ao redor do mundo

O filme vem acumulando reconhecimento no circuito cinematográfico. Recentemente, as atrizes Carla Ribas, Naruna Costa e Ariane Aparecida receberam um prêmio coletivo por suas atuações durante o Panorama Coisa de Cinema, em Salvador. Além disso, a obra foi selecionada para a mostra Brazil on Film, promovida pelo British Film Institute, na Inglaterra, que destacou a atuação de Carla Ribas. Antes da estreia comercial, Dolores também passou por importantes festivais, como os de Roterdã, San Sebastián, Tiradentes, Rio de Janeiro e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Mais do que um drama familiar, Dolores apresenta reflexões sobre afeto, liberdade, sonhos e solidariedade entre mulheres. Os diretores destacam que o filme retrata a força das relações femininas e a capacidade de transformação diante das dificuldades da vida. Produzido pela Dezenove Som e Imagens, com apoio da Spcine e do Projeto Paradiso, o longa encerra uma trilogia iniciada com Casa de Alice (2007) e Ausência (2014), consolidando o legado artístico deixado por Chico Teixeira ao cinema brasileiro.

Eder Pessoa

Primeiro vingador do Cinema e Séries (antigo Cinema e Pipoca) e do Pipocast, sou formado em Jornalismo e também em Locução. Aprendi a ser ‘nerdzinho’ bem moleque, quando não perdia um episódio de Cavaleiros do Zodíaco na TV Manchete ou os clássicos oitentistas na Sessão da Tarde. Além disso, moldei meu caráter não só com os ensinamentos dos pais, mas também com os astros e estrelas da Sétima Arte que me fizeram sonhar, imaginar e crescer. Também sou Redator Freelancer.

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