Curta Destino da Pele: uma reflexão sobre racismo e ancestralidade

O curta Destino da Pele lida com uma narrativa sensível e impactante ao acompanhar a trajetória de Tereza, uma benzedeira da cidade de Guajará-Mirim. Ambientado entre passado e presente, o filme apresenta o reencontro da personagem com um amor de infância, trazendo à tona lembranças profundas marcadas por dor, rejeição e racismo.

Interpretada por Agrael de Jesus, Tereza revisita experiências traumáticas vividas na infância, especialmente no ambiente escolar, onde sofreu violência por conta de sua pele retinta. A narrativa conduz esse retorno ao passado como um processo de enfrentamento e reconstrução, conectando vivências individuais às experiências coletivas de mulheres negras no Brasil.

Curta Destino da Pele

Curta Destino da Pele é baseado em fatos reais

Baseado em fatos reais ocorridos em Rondônia, o roteiro questiona o chamado “destino” imposto a corpos negros, abordando temas como racismo estrutural, religiosidade, ancestralidade e cura. A obra propõe uma ressignificação dessas vivências, transformando a dor em potência e colocando a mulher negra como protagonista de sua própria história.

Dirigido por Marcela Bonfim, pesquisadora do projeto Amazônia Negra, o filme foi rodado no Vale do Guaporé com participação ativa da comunidade local. Com um elenco que inclui Haroldo José Guerreiro Saraiva e moradores da região, Destino da Pele reforça sua força ao unir representatividade, memória e identidade em uma produção de grande relevância cultural.

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