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Análise: Alan Wake 2 | Uma magistral experiência

Alan Wake 2

Olá seres da internet, há quanto tempo! O Cinema e Séries volta com os reviews e, desta vez, falo sobre Alan Wake 2. Dito isso, é hora de apertar o start e embarcar mais uma vez nessa aventura cheia de desafios.

Alan Wake 2 e o contexto da genialidade de Sam Lake e Remedy

No ano de 2023 eu tive o prazer de jogar muita coisa boa, como Hogwarts Legacy, High Fi Rush, Starfield, Baldurs Gate 3 (teremos uma resenha em breve), Atlas Fallen, Dead Island 2, Diablo 4, entre outros.

Ironicamente, Alan Wake 2 foi um dos anúncios menos interessantes para mim, pois assim como muitos, deixei de lado o primeiro jogo e não entendia o hype das pessoas pelo game. Mas, em um mercado defasado e com muitos problemas criativos, a desenvolvedora Remedy, tem sido uma das mais corajosas, por tentar implementar conceitos, mecânicas e recursos de tecnicalidade gráfica avançados.

Em um mundo onde ‘Ubisofts’ e ‘EAs’ ditam os rumos de como os jogos são feitos, empresas como a Remedy sempre se destacam.

Mas, porque precisamos saber do contexto da empresa? Simples! Alan Wake 2 não existiria se fosse feito por uma desenvolvedora com nome maior que seus games. A Remedy e o diretor e roteirista Sam Lake fizeram algo genial!

Lake disse em uma entrevista que é fã de narrativas com mundos complexos. Quando analisamos o universo compartilhado que foi criado, entendemos que essa declaração faz todo sentido.

O primeiro Alan Wake, tem uma história intrigante, mas mecânicas já datadas (que eram revolucionárias na época). Essa foi a porta de abertura para que Sam Lake, pudesse contar sua história de terror.

Alan Wake 2

Sinopse de Alan Wake 2

Preciso avisar que darei spoilers das histórias de Control e do primeiro Alan Wake, portanto se não quiser saber nada sobre esses games pule para o aviso fim dos spoilers, em negrito, logo abaixo.

***Início do Spoiler

Alan Wake é um escritor frustrado que vai para uma pacata cidade chamada Bight Falls com sua esposa, Alice. Por lá, busca de inspiração para continuar sua saga de livros de terror, mas o problema é eventos sobrenaturais começam a ocorrer e seus maiores pesadelos se tornam realidade.

Uma presença obscura sequestra Alice, exigindo que ele continue a escrever para que, somente assim, ela recupere a liberdade. A narrativa que Sam Lake criou para esse jogo me fez querer jogá-lo neste ano de 2023.

Ao chegar ao final, Alan fica preso no mundo sombrio. Lá ele permanece na sala do escritor, escrevendo sobre uma realidade paralela e tentando sair de lá com a amada. Essa escrita chega nas mãos de Jesse, a diretora de um Departamento de Investigação sobrenatural.

Ela é a personagem principal do segundo maior sucesso da Remedy, chamado Control. Nele, a moça vivenciou uma invasão sobrenatural em sua cidade e sobreviveu junto com seu irmão, Dylan, que foi levado para o Bureal e Jesse precisará resgatá-lo.

Em uma DLC, a diretora encontra Alan, que consegue se comunicar por meio de seus manuscritos.

***Fim dos Spoilers

A Remedy nos apresentava textos e cutscenes de Alan Wake 2, e ninguém, repito, ninguém conseguiu ver isso chegando. Confesso que após terminar esses dois jogos, compreendi todo o hype e empolgação pelo titulo.

Gameplays e mecânicas

No game, controlamos tanto a investigadora do FBI, Saga, quanto o próprio Alan Wake. Saga Anderson é uma personagem que tem uma história mais pé no chão. Ela vai para Bright Falls para investigar o misterioso e cruel assassinato de um personagem do primeiro jogo.

Ela tem um sistema de investigação muito legal, chamado de Palácio Mental. Aqui ouvimos os áudios, montamos o perfil de suspeitos e os quadros de investigação e, dessa forma, entendemos a linha de raciocínio criada pela protagonista e temos mais vontade e interesse de explorar o mapa em busca novos itens que serão inseridos nas anotações mentais de Saga.

A disposição de itens no inventário, assim como sua gameplay base, é muito inspirada em Resident Evil 2, com câmeras over the sholder e munições escassas. Você pode esquivar, usar a lanterna para acabar com a escuridão que rodeia seus inimigos e atirar com suas armas.

A ação não é frenética, mas tem uma dose de tensão muito maior que em muitos jogos de survival horror que joguei.

Já com Alan, estamos na sala do escritor, onde podemos explorar os mundo que ele criou para se manter vivo e escondido da presença obscura que o persegue. As mecânicas aqui só seriam capazes de serem colocadas em prática nessa nova geração de vídeo games.

Lembra que citei que a Remedy traz conceitos e tecnologias que estão à frente de seu tempo? Dessa vez não foi diferente. A mecânica primária de Alan é uma lâmpada que pode alternar o cenário por completo, instantaneamente.

Gráficos e conceitos em Alan Wake 2

Absolutamente tudo é interativo! Nos cenários de Saga, o vento brinca com as árvores, as portas batem trazendo sons estonteantes, personagens NPCs são vivos e participam de conversas, os reflexos das luzes, naturais ou da lanterna, enchem os olhos.

Com Wake, o horror está em toda arquitetura, que vai da interação com TVs, até os diversos cenários novos, que se intercalam com portas dimensionais. Os conceitos criados em Control e Quantum Break, outros títulos da empresa, ainda permanecem.

Ou seja, você tem cenas live action e em CGi, entretanto, de forma muito mais fluída e interativa. Sem contar que as músicas, que ouvimos em cada fim de capítulo são composições originais (sério eu baixei todas no meu Spotify) que conta sobre os capítulos futuros ou os que você acabou de vivenciar, explicando melhor conceitos da história e amplificando o efeito que o enredo queria causar em você.

Em resumo, o jogo é praticamente uma obra de arte e, embora muitos dos jogos que citei no começo dessa review, tenham sido incríveis, de longe, Alan Wake 2 é meu jogo do ano. Espero que tenham gostado dessa review e possam desfrutar desse jogo. Eu volto assim que a presença obscura permitir, um abraço moreno e até a próxima.

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